27.3.13

Hotéis pelo interior do País de Gales


Ficamos sete dias viajando de carro pelo País de Gales. Começamos pelo norte e fomos descendo pela costa até terminar na capital, Cardiff, onde ficamos dois dias. Foram, portanto, cinco dias pelo interior, dormindo cada dia em um hotel diferente. Se quiser ver o roteiro resumido, é só ir para este post (em breve).

Com relação aos hotéis, é preciso fazer uma introdução explicando que não procuramos nunca hotéis de luxo, mas buscamos conforto, ou seja, estamos sempre em busca do meio-termo. Se você também é desses, aposto que vai gostar!

Llandudno

A primeira cidade onde ficamos foi Llandudno. É uma boa base para quem vem do porto de Holyhead e quer conhecer Beaumaris e Conwy. É muito próximo, no máximo meia hora de distância.

O hotel que ficamos se chamava The Wastdale e foi escolhido pelo site do booking.com.













(Fotos: www.booking.com/1b89bdd2af18e)


The Wastdale não é exatamente um hotel, mas uma casa transformada em bed & breakfast, por isso há quartos com ou sem banheiro. Nós ficamos numa suíte ótima, espaçosa, com internet e logo no primeiro andar. O café-da-manhã estava incluso e era bem típico do Reino Unido: ovos, bacon, linguiça, cogumelos etc. A sala onde tomamos o café era muito bem decorada, um charme.

Foi lá que senti pela primeira vez a dificuldade de entender o inglês dos galeses. A senhorinha que nos atendeu era muito simpática, mas eu quase não a entendia!

Não há estacionamento próprio, mas a rua é tranquila e nós paramos nosso carro bem na frente.

Blaenau Ffestiniog

Escolhemos ficar neste hotel por uma noite porque ele ficava próximo, de carro, do nosso primeiro destino pela manhã, que seria conhecer as minas de ardósia da localidade.

O hotel se chama “The GrapesHotel” e também foi escolhido pelo booking. Ele tem estacionamento próprio e fica bem na estrada. Isso não o torna barulhento, porque a estrada é pouquíssimo movimentada e muito bucólica.



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(Fotos: www.booking.com/72ee01e2bff80)


Havia internet gratuita no quarto e o café-da-manhã também estava incluído. Como chovia e não queríamos sair de novo de carro, acabamos jantando no hotel uma comida bem gostosinha.

O quarto é bem  confortável, claro, limpo, mas o hotel é pequeno e não tem elevador. Como nossas malas ficavam no carro e só subíamos para o quarto com o essencial, isso não fez diferença para nós.

Aberystwyth

Essa cidade é mais uma encantadora cidade praiana. Buscamos hotel pelo booking.com, mas não conseguimos achar nada com preço e qualidade razoáveis. Bruno, então, acabou buscando pelo google mesmo e achou o “Bodalwyn Guest House”. 

É simples, pequeno e sem elevador. Mas o quarto era bastante espaçoso e com internet gratuita. Assim que chegamos, a proprietária nos deu um papel com vários itens para escolhermos o que queríamos para o café-da-manhã do dia seguinte. Tudo ali parecia assim, bem prático.




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(Fotos: http://www.bodalwyn.co.uk/gallery/)


O hotel está a menos de uma quadra da praia, numa rua transversal. Não há estacionamento próprio,  mas a rua é muito tranquila e estacionamos bem na frente do hotel.

Os hotéis na frente da praia, além de mais caros, também eram ruins para nós porque, na orla, é praticamente impossível estacionar.

Tenby

Essa foi a última cidade em que nos hospedamos antes de partir em direção a nosso destino final: Cardiff, a capital.

Assim como a maioria, o NewOverlander Restaurant & Accomodation também foi escolhido pelo site booking.com, onde foi muito bem avaliado. Mas não fica próximo da praia, o que só não nos incomodou porque estávamos de carro. 


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(Fotos: www.booking.com/d0afe9f0afcf3)


O hotel tem estacionamento próprio e possui dois andares, sem elevador. Mas nós ficamos logo no térreo.

O quarto é bom, mas a única coisa que não gostei é que não tem internet. A internet é só no restaurante, onde tomamos o café-da-manhã, que, aliás era bom e estava incluído na diária.

Escutei uma duas vezes um trem passando logo atrás do hotel. Pode ser que isso incomode alguns...

Mas eu, sinceramente, recomendo muito todos os hotéis em que fiquei nesta viagem. Ao menos, para passar uma noite como foi o nosso caso!

2.3.13

Cardiff - Millenium Stadium, Pier, Parlamento, Mercado, Paroquia de São Joao Batista


Teríamos um dia curto pela frente com o voo às 20 horas e ainda tendo que chegar mais cedo para devolver o carro alugado. Por isso, malas prontas e guardadas no carro. Fizemos o check-out e, logo depois do café-da-manhã, partimos para explorar outras áreas da capital de Gales.


Infelizmente, o dia em Cardiff começou nublado e cinzento, mas com esperanças de melhoras ao longo do dia.


Planejamos começar fazendo um tour pelo Millennium Stadium, o estádio nacional de Gales que abriga jogos da União Gaulesa de Rugby. Ali também acontecem os jogos de futebol, gran prix de motos, shows musicais, lutas de boxes etc.






Ao chegarmos ao Millennium Stadium, tivemos dificuldade de entender onde seria a entrada. Não havia ninguém nos arredores e o estádio parecia vazio. Buscamos em vão um guichê ou um balcão de informações. Não conseguimos descobrir se existia um tour guiado ou um horário de visitação.




Descobri que pelo site do estádio há uma opção de agendar por telefone ou on-line um tour guiado, veja aqui: http://www.millenniumstadium.com/tours/book_online.php


Frustrados mas não desanimados, resolvemos aproveitar o último dia com o carro alugado e fomos conhecer o Pier de Cardiff, que fica a menos de dez minutos do nosso hotel.


Ao sul do centro, fica o Cardiff Bay, onde as docas foram transformadas em uma marina e um calçadão à beira-mar.


Paramos o carro em um estacionamento público coberto em frente ao prédio do Techniquest, um centro educacional de ciência e invenções que inclui um teatro e um planetário.




Logo fiquei superanimado para entrar e conferir. Ali, há varias exposições e atrações interativas com explicações científicas. Porém logo vimos que o centro é voltado para crianças e, como teríamos que pagar entrada, decidimos não entrar. Mas indico para quem tiver filhos.




Contormando o prédio, encontramos a nova marina e o calçadão à beira-mar, que agora são uma nova área de lazer e passeio para moradores e turistas.






No calçadão, há restaurantes e esculturas interessantes, além de um belo carrossel que ajuda no constraste entre as construções modernas e as antigas.










Esse prédio vermelho em reforma é o Pier Head Building, que foi construído em 1896 e guarda a memória dos tempos de apogeu da cidade.




Logo ao lado, fica o moderno Wales Millennium Centre, casa da Ópera Nacional Galesa. Ali, nós vimos um vídeo sobre a cidade e visitamos a lojinha. Aliás, é um ótimo lugar para um pit-stop para banheiros e descanso.




Ainda no calçadão, vimos um prédio com uma arquitetura muito curiosa e resolvamos entrar para conhecer.




Para entrar, tivemos que passar por uma máquina detectora de metais e a mochila passou pelo raio-x. Foi aí que percebi que não deveria ser um museu, mas também não se parecia com um banco, por isso perguntei ao guarda que explicou se tratar do Welsh Assembly Government Debating Chamber (o parlamento).


O que achei mais legal foi a arquitetura do teto e da coluna central, cuja base abriga a sala principal das sessões oficiais.








Tal como no Brasil, o povo pode assistir aos debates e nós tivemos acesso livre ao moderno e bem equipado mezanino popular.








Ainda à beira-mar, encontramos a charmosa igrejinha Norwegian Church, que foi construida em 1868 por marinheiros noruegueses que trouxeram vigas de madeiras para as minas de carvão do sul do país.




Hoje, reformada, foi transformada em um centro de arte conhecido como Norwegian Church Arts Centre. É engraçado, pois agora há um café e restaurante e uma galeria de arte, mas ainda mantém muito da sua decoração original.






Terminamos de explorar a região do píer e fomos com nosso carro até o centro e, após estacionar em um edifício garagem, andamos pelas ruas Saint Mary e High Street. Nessa região, podemos ver que se manteve muito das características do passado, apesar de as antigas lojas e hotéis terem dado espaço a escritórios e bares. Agora, grande parte é apenas de pedestres , o que denota que os carros ficaram em segundo plano no centro.


Chegamos no famoso Mercado de Cardiff. Aqui, em 1835, os burgueses de Cardiff decidiram construir um mercado moderno coberto para substituir o antigo que ficava na High Street. O mercado foi projetado por Edward Haycock e composto por uma grande armação de ferro fundido.






A entrada principal fica na St Mary Street e a segunda entrada fica na Church Street, através da Arcada Velha, que sobrevive até hoje como um caminho para o mercado atual. Há uma outra mais estreita na Trinity Street, por onde entramos.






Saímos pela Church Street, uma rua estreita e que mantém o clima original da cidade. Em uma das pontas, encontramos a bela torre da Igreja de São João Batista.



 


Por dentro é bem simples e sem ostentações, por isso fizemos um "tá visto".






Nosso dia em Cardiff estava chegando ao fim. Mas ainda teríamos um bom perrengue pela frente ao devolver nosso carro na Hertz e fazer o check-in.


Estávamos tranquilos com o horário, porém, quando nos aproximamos do aeroporto, uma chuva pesada despencou. Não havia ninguém nas cancelas de entrada do estacionamento e não conseguimos encontrar nenhuma sinalização de onde seria a Hertz. Por isso, dei duas voltas em vão no estacionamento, antes de decidirmos parar para fazer o check-in e despachar as malas e, então, procurar onde devolver o carro. Pensei que seria fácil encontrar alguém que me indicaria onde fica a locadora. Mas o primeiro problema que enfrentamos, após correr com duas malas cada um pela chuva, foi entrar no aeroporto. Nenhuma das duas portas automáticas queria abrir. Ficamos desesperados, pois não tinha nenhuma outra opção. Só ficamos aliviados quando outros passageiros chegaram e pudemos dividir a aflição. Várias tentativas e litros d'água depois, conseguimos entrar e fazer o check-in. Só que faltava devolver o carro... Mesmo com a indicação da moça do balcão, continuava muito difícil entender onde era a Hertz. Por causa de obras, as locadoras estavam funcionando dentro de dois containers estacionados lá fora. Fomos a pé conferir e, foi só dizer a quilometragem, que eu prontamente já havia registrado, junto com o tanque cheio.




Aliviado, estava ansioso para o próximo destino: Escócia. Vou conhecer a terra do Highlander!